VIGARARIA DE LEIRIA – Março 2019

ADORAÇÃO EUCARÍSTICA

Cântico inicial:

Ao Deus do Universo exaltai!

Anjos do Céu, cantai, cantai!

Nações e povos aclamai Jesus,

nossa alegria. (bis)

1. Servos do Senhor, louvai, louvai!

Ao Deus que nos criou cantai, cantai.

2. Povo do Senhor, louvai, louvai!

A Cristo redentor cantai, cantai!

3. Anjos do Senhor, louvai, louvai!

Ao Rei do Universo cantai, cantai

Invocações…

(podem ir sendo rezadas também ao longo do tempo de adoração)

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos!

Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram,

não esperam e não vos amam (3x).

Graças e louvores se deem a todo o momento

Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento (3x).

Jesus, manso e humilde de coração,

Fazei o meu coração semelhante ao Vosso!

Senhor, nós cremos em Vós, mas aumentai a nossa fé,

Senhor, nós esperamos em Vós, mas aumentai a nossa esperança,

Senhor, nós Vos amamos, mas aumentai o nosso amor.

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.

Breve Momento de silêncio

Sacerdote:  pode fazer uma breve introdução ao espírito de adoração.

                                             Tema proposto:  a Quaresma, caminho de conversão e renovação espiritual

Breve Momento de silêncio

Cântico:

1. Povo teu somos, ó Senhor, / Pois Tu nos libertaste

Pela palavra e pelo amor / Com que nos resgataste.

2. Tu vens, Senhor, p’ra reunir / Os homens num só povo,

Que vão contigo construir / Novos céus: mundo novo!

Leitor 1:

Da Carta de São Paulo aos Romanos (Rom 8, 18-27)

Irmãos, estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós. Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus. De facto, a criação foi sujeita à destruição – não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou – na esperança de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus. Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente.
Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo. De facto, foi na esperança que fomos salvos. Ora uma esperança naquilo que se vê não é esperança. Quem é que vai esperar aquilo que já está a ver? Mas, se é o que não vemos que esperamos, então é com paciência que o temos de aguardar.
É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações conhece as intenções do Espírito, porque é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos.

Palavra do Senhor

Breve momento de silêncio

Sacerdote:

Breve reflexão sobre a Palavra escutada.

Pode também sugerir aos presentes que partilhem algumas palavras, como reflexão ou oração.

Leitor 2:

Escutemos o Papa Francisco, na sua Mensagem para a Quaresma deste ano:

Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus «concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (…), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina». Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo: «De facto, foi na esperança que fomos salvos». Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer: «Até a criação se encontra em expetativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus». Nesta perspetiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.

A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornar-nos semelhantes a Cristo é um dom inestimável da misericórdia de Deus.

Momento de silêncio

Cântico:   

1. Perdidos na noite da nossa ilusão, nós vamos, Senhor.
Não sabemos dar-te toda a criação: só temos amor.

Pobres e fracos que somos, aceita-nos, Senhor.
Pobres e fracos que somos, aceita o nosso amor.

2. Perdidos no tempo da história que avança, nós vamos Senhor.
Não somos capazes de viver a esperança: só temos amor.

Leitor 1:

Se o homem vive como filho de Deus, se vive como pessoa redimida, que se deixa guiar pelo Espírito Santo, e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, a começar pela lei gravada no seu coração e na natureza, beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção. Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano.

(…)

Neste mundo, porém, a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte. Com efeito, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz. (…) Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.

Momento de silêncio

Cântico:

Pelo vosso eterno amor, bendito sejais, Senhor (bis)

1. Dai graças ao Senhor, porque o Senhor é bom;

dai graças ao Senhor, único Deus altíssimo.

Dai graças ao Senhor que sobre todos reina.

2. O Senhor nos lembrou em nossa escravidão.

Ele dá o sustento a toda a criatura.

Louvemos o Senhor a quem o céu pertence.

Leitor 2:

Como sabemos, a causa de todo o mal é o pecado, que, desde a sua aparição no meio dos homens, interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, à qual nos encontramos ligados antes de mais nada através do nosso corpo. Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto. Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros.

(…)

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus, aqueles que se tornaram «nova criação»: «Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas». Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também «fazer páscoa»: abrir-se para o novo céu e a nova terra. E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

Momento de silêncio

Cântico:

 Se tiverdes em conta os nossos pecados, Senhor,
quem poderá salvar-se?
(bis)

1. Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.

2. Estejam vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

Leitor 1:

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de «devorar» tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração. Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia. Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos, com a ilusão de assegurarmos um futuro que não nos pertence. E, assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amá-Lo a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade.

Queridos irmãos e irmãs, a «quaresma» do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens. (…) Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximo dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais. Assim, acolhendo na nossa vida concreta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, atrairemos também sobre a criação a sua força transformadora.

Momento de silêncio

Cântico

Recebemos do Senhor um mandamento novo:

Amemo-nos uns aos outros como Ele nos amou.

Amemo-nos uns aos outros como Ele nos amou. (bis)

Preces

Sacerdote:

Cristo convida-nos a todos para a Ceia, em que entrega o seu Corpo e o seu Sangue pela vida do mundo. Invoquemo-l’O, dizendo:

R/ Cristo, pão do Céu, dai-nos a vida eterna.

Leitor 2:

Cristo, Filho de Deus vivo, que nos mandastes celebrar a Ceia eucarística em vossa memória, enriquecei sempre a Igreja com a celebração fiel dos santos mistérios. R/

Cristo, sacerdote único do Altíssimo, que confiastes aos sacerdotes a oblação da Eucaristia, fazei que eles vivam o que sacramentalmente celebram. R/

Cristo, maná descido do Céu, que tornais um só corpo todos os que participam do mesmo pão, confirmai na paz e concórdia os que acreditam em Vós. R/

Cristo, médico celeste, que por meio do pão da vida nos dais um remédio de imortalidade e um penhor de ressurreição, restituí a saúde aos doentes e a esperança aos pecadores. R/

Cristo, Rei da eterna glória, que nos mandastes celebrar os sagrados mistérios para anunciar a vossa morte até à vossa vinda no fim dos tempos, tornai participantes da vossa ressurreição os nossos irmãos, e todos os defuntos cuja fé só Vós conhecestes. R/

Pai-Nosso

Cântico

1. Quando Te encontro descanso, / Tu reconfortas minha alma.

Cristo Senhor és o guia, / o Bom Pastor que me conduz,

Minha vida e minha luz. / Minha vida e minha luz.

2. Por teus caminhos me guias / para louvor do teu nome.

Oração: Senhor Jesus Cristo, que neste admirável Sacramento nos deixastes o memorial da Vossa paixão, concedei-nos, Vos pedimos, venerar de tal modo os mistérios do Vosso Corpo e Sangue, que sintamos continuamente os frutos da Vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

Bênção com o SS.

Louvor final

Bendito seja Deus

Bendito o Seu Santo Nome

Bendito Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem

Bendito o Nome de Jesus

Bendito o Seu sacratíssimo coração

Bendito o Seu preciosíssimo sangue

Bendito Jesus no Santíssimo Sacramento do altar

Bendito o Espírito Santo Paráclito

Bendita a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima

Bendita a sua Santa e Imaculada Conceição

Bendita a sua gloriosa Assunção

Bendito o nome de Maria Virgem e Mãe

Bendito São José, seu castíssimo Esposo

Bendito Deus nos Seus Anjos e nos Seus Santos.

Cântico:

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores (bis)
 
1. Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe,
Porta do Céu, templo e sacrário do Espírito Santo.