HISTÓRIA

Inícios da Paróquia

A mais arcaica povoação formou-se em torno de uma pequena Ermida, construída em 1534, da invocação do Santíssimo Salvador do Mundo.
No despontar do século XVII (1602), o Bispo D. Pedro de Castilho ordenou a construção de um novo Templo, tendo em conta, entre outros factos, o das reduzidas dimensões do primeiro, insuficientes para acolher o número de fiéis.

Em inícios do século XVIII, Barreira integrava a freguesia de S. Pedro, tendo transitado para a de Nossa Senhora da Gaiola das Cortes, em 1713, ficando alguns lugares na primeira, tais como Telheiro e Quinta da Cortiça.
No ano de 1738, através da intervenção do Bispo D. Álvaro de Abranches, Barreira foi elevada à categoria de Freguesia e recuperou os povoados anteriormente referidos.

O Santíssimo Salvador, não é um santo, como se poderia pensar quando o povo fala em São Salvador, mas é o próprio Jesus Cristo, filho de Deus feito homem, enquanto considerado como nosso Redentor, aquele que pagou o nosso resgate, morrendo por nós na cruz, salvando-nos da eterna condenação.

O dia 6 de Agosto é de proveniência oriental. No monte Tabor, Jesus manifesta-Se aosseus discípulos em todo o esplendor da vida divina que está n’Ele. É apenas umaantecipação do esplendor que o envolverá na noite de Páscoa e que nos comunicará. A nossa vida como cristãos é, desde então, uma lenta transformação em Cristo.

Em 1456, o Papa Calixto II estendeu a festa da Transfiguração ao Ocidente, onde a celebramos com fé, num horizonte de esperança, onde o escândalo da cruz e da morte é iluminado pela claridade do sinal de uma ressurreição e vida nova insinuadas, já começadas, e ainda não cumpridas de todo.

E esse Jesus, nosso Salvador, tão esquecido do homem moderno, precisa ser novamente pregado, para que, sendo mais conhecido, se torne mais amado. Jesus Cristo, vivo na sua Igreja, fonte de esperança para o mundo, como bem lembrou o Santo Padre o PapaJoão Paulo II, de saudosa memória, na sua exortação apostólica “Ecclesia in Europa”.

O Papa, nessa sua exortação, aponta Jesus Cristo como fundamento único e indefectível da verdadeira esperança, num mundo que, esquecido de sua herança cristã, mergulha no agnosticismo prático e no indiferentismo religioso, no nihilismo filosófico, no relativismo gnoseológico, moral e jurídico, no pragmatismo e hedonismo cínico na configuração da vida quotidiana, que constituem a apostasia silenciosa do homem saciado que vive como se Deus não existisse.

Como nos pregou o Papa Bento XVI: “Não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada, ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira. Quem faz entrar Cristo, nada perde, nada absolutamente, nada daquilo que torna a vida livre, bela e grande. Só nesta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só nesta amizade experimentamos o que é belo eo que liberta” Reflitamos nisso nessa solenidade do Santíssimo Salvador.

No contexto do pluralismo ético e religioso atual, é preciso, portanto, confessar e repropor a verdade de Cristo, como único Salvador, solução e esperança para o mundo.